Futebol Geral
PSV faz campanha histrica e fecha turno com 100% de aproveitamento na Holanda :: ogol.com.br
Impecável, irremediável e esmagadora. A campanha do PSV no primeiro turno do Campeonato Holandês carece até de novos adjetivos no dicionário – o clube venceu 17 dos 17 jogos que disputou, com média superior a três gols por jogo, e repete o feito de 36 anos atrás, quando não dominou apenas a Holanda, mas também a Europa.
Em uma Eredivise atípica, que começou com o Ajax afundado em crise e longe da briga pelo título, o PSV é quem sobra desde a estreia na disputa. Até aqui, das 17 vitórias, nove foram por três ou mais gols de diferença, em um time comandado dentro de campo pelo experiente Luuk de Jong, aquele mesmo que passou sem qualquer destaque pelo Barcelona há dois anos. De Jong soma 22 gols em 27 jogos disputados na temporada, com sua melhor média de gols na carreira (0,8 gol/jogo).
Um time que só vence, porém, não poderia se destacar apenas pelo poderio ofensivo. Na mesma proporção da naturalidade em que os gols surgem está a dificuldade em furar o sistema defensivo formado pelo zagueiro brasileiro André Ramalho junto de Jordan Teze, Sergiño Dest, Boscagli e o goleiro Wálter Benítez. O quinteto concedeu somente sete gols aos times adversários, menos da metade da segunda melhor defesa do campeonato – do Feyenoord, que também tem média inferior a um gol sofrido por jogo.
A dificuldade em marcar contra o PSV é tamanha que o time só sofreu gols em seis jogos e, logo, em um único deles foi vazado duas vezes – pelo Ajax, que acabou goleado por 5 a 2 ainda no mês de outubro. A cabeça pensante dessa sincronia perfeita entre ataque e defesa é o técnico Peter Bosz, que busca um primeiro grande título na carreira. Bosz até teve passagens por escretes importantes, como Ajax, Borussia Dortmund, Leverkusen e Lyon, mas não foi campeão em nenhum deles – sua principal conquista é uma segunda divisão holandesa, vencida há 20 anos, ainda no início da carreira de treinador.
Feito quase inédito e tempos de ouro
Na frieza da teoria e dos números, o PSV acaba de conseguir um feito inédito ao fechar o turno com 100% de aproveitamento. Essa é uma meia-verdade, porque o mesmo aconteceu em 1987/88 – o time de Eindhoven venceu seus 17 primeiros jogos naquele ano, mas na prática um deles já correspondia ao segundo turno. Um jogo adiado da 4ª rodada só foi jogado próximo do fim do campeonato e terminou em empate, por isso há quem crave o recorde inédito deste PSV e há quem considere campanha igual a de 36 anos atrás.
Koeman em campo na final contra o Benfica @Getty /
Existe uma explicação bastante plausível para evitar comparações ou dizer que o time de 2023/24 superou a campanha de 1987/88, afinal fala-se do melhor PSV de todos os tempos. Aquele time não só venceu o Campeonato Holandês, mas também a Supercopa e ainda levou o clube à conquista inédita da Liga dos Campeões, numa campanha que superou o Real Madrid de Hugo Sanchez e Butragueño na semifinal e depois o Benfica na decisão. A grande estrela daquele PSV era Ronald Koeman, dentro de campo, e o lendário Guus Hiddink, no banco de reservas.
A nível histórico, outros clubes chegaram próximo do feito do PSV, mas pararam sempre em 16 vitórias em 17 jogos do turno. Assim foi o AZ Alkmaar em 1980/81, o Ajax em 1997/98 e o próprio PSV em 2018/19. Este time atual ainda persegue outro recorde histórico e talvez de valor maior que o turno 100%: a maior sequência de vitórias do Campeonato Holandês, feito que pertence, simplesmente, ao Ajax de Johan Cruyff, tricampeão da Liga dos Campeões, que conseguiu 19 triunfos seguidos em 1971/72.
Em números absolutos, o PSV atual é segundo o melhor time do futebol europeu na temporada 2023/24. Além do 100% de aproveitamento na Eredivise, os holandeses foram campeões da Supercopa em agosto, diante do Feyenoord, e estão classificados para as oitavas da Liga dos Campeões – somadas todas as competições, são 23 vitórias, quatro empates e uma derrota, o que rende um aproveitamento de 87% dos pontos disputados – apenas o Real Madrid, entre as equipes das principais ligas da Europa, tem aproveitamento melhor (89%).
Futebol Geral
Vila Nova busca reforo no futebol uruguaio :: ogol.com.br

Na briga pelo acesso para a Série A, o Vila Nova garantiu a chegada de mais um reforço para a sequência da temporada. O uruguaio Alex Silva desembarcou neste sábado no OBA e foi apresentado como nova contratação do time goiano.
O lateral-direito de 31 anos estava atuando no Progreso, clube da primeira divisão uruguaia. Pelo clube, Alex Silva disputou 14 partidas nesta temporada, com seis gols marcados e três assistências.
Esta será a segunda experiência do defensor fora do seu país de origem. Antes de chegar ao Vila Nova, Alex passou por uma temporada no San Martin San Juan, da Argentina. No futebol uruguaio, o lateral soma passagens por Montevideo Wanderers, Peñarol, Racing e Deportivo Maldonado.
Futebol Geral
Chape eficiente no ataque e acaba com a invencibilidade do Gois na Serrinha :: ogol.com.br

A Chapecoense segurou o Goiás na defesa e mostrou eficiência nos contragolpes para vencer por 2 a 1. O time catarinense interrompeu a sequência de três derrotas consecutivas na Série B e decretou a primeira derrota do Esmeraldino em casa na temporada.
Com a vitória, a Chape ganhou um respiro na briga contra o rebaixamento e subiu quatro posições, chegando em 12°, com 17 pontos. Já o Goiás perdeu a chance de voltar ao G4, e estacionou em quinto, com 21.
Chape fecha a marcação e surpreende no contragolpe
O Goiás tomou a iniciativa na partida contra a Chapecoense e buscou alternativas desde o início para furar a marcação fechada. Aproveitando o bom retrospecto em casa, o Esmeraldino mostrou intensidade e explorou as jogadas pelas pontas, tentando abrir a defesa adversária.
As melhores tentativas do lado goiano vieram pelo lado direito, com Welliton. O meia buscou boas tramas pela beirada do campo e tentou servir Thiago Galhardo na referência ofensiva. Apesar do volume de jogo e do domínio completo da posse de bola, o Goiás não conseguiu traduzir em lances claros para marcar e acabou sofrendo as consequências.
Armada para contra-atacar, a Chapecoense encaixou sua saída letal já na reta final do primeiro tempo. Aos 40, Marcinho arrancou pela canhota e cruzou na medida para Mário Sérgio desviar de cabeça, colocando o time catarinense em vantagem antes do intervalo.
Centroavante decide novamente
Diferente dos 45 minutos iniciais, a etapa complementar começou com jogadas mais objetivas e chances de gols nos primeiros minutos. Em busca do empate, o Goiás não perdeu tempo e desde cedo pressionou a Chapecoense.
Aos quatro minutos, Welliton achou mais um passe para Thiago Galhardo e deixou o atacante na cara do gol. Com frieza, o camisa 33 do Esmeraldino deu um leve toque para tirar do alcance de Matheus Cavichioli, decretando o empate.
A Chape respondeu ao golpe sofrido e no lance seguinte carimbou o poste de Tadeu com Marlone. Mas, embora a tentativa de voltar à frente dos visitantes, o Goiás continuou crescendo na partida e ensaiou uma virada. Thiago Galhardo ficou com a chance do jogo para o Esmeraldino e perdeu a chance de confirmar a reviravolta.
A Chapecoense estava nas cordas, com o Goiás pressionando por todos os lados, mas novamente a saída em contragolpe e a eficiência do seu centroavante deram a vantagem aos visitantes. Em mais uma assistência de Marcinho, Mário Sérgio voltou a aparecer livre na área e cabeceou sem chances para Tadeu, garantindo a recuperação da Chape.
Futebol Geral
Holanda usa a fora area para eliminar a Turquia e sua torcida fantica e seguir na Euro :: ogol.com.br

Como em todos os jogos da fase de quartas de final da Eurocopa, a Holanda também sofreu para arrancar a classificação. Diante da Turquia, fortemente apoiada pelos seus fanáticos torcedores, a seleção holandesa precisou mais uma vez usar a sua força aérea para conquistar uma virada relâmpago na reta final e carimbar o seu passaporte para a semifinal.
Com a vitória por 2 a 1, os comandados de Ronald Koeman avançam na Euro para encarar a Inglaterra, que passou pela Suíça nos pênaltis. As duas seleções duelam na próxima quarta-feira (10), às 16h.
Joia brilha, Turquia para a Holanda e surpreende
A Holanda entrou em campo com o favoritismo ao seu lado, mas a Turquia tinha o entusiasmo das boas atuações e a maioria esmagadora da torcida nas arquibancadas. O cenário se confirmou com a bola rolando, quando os holandeses tomaram a posse de bola, enquanto os turcos eram verticais e objetivos.
Apesar de tomar a iniciativa, a Holanda esbarrou em uma marcação fechada e preparada para neutralizar os principais pontos. Gakpo e Depay até se movimentaram pelo setor ofensivo e não acharam liberdade para trabalhar. Os comandados de Ronald Koeman procuraram outras alternativas para tentar abrir a zaga turca, mas dominaram a posse de bola sem ser efetivos.
O primeiro e único grande arremate dos holandeses veio logo no minuto inicial. Na principal trama, Depay tabelou com Gakpo, invadiu a área brigando com a defesa e mandou por cima.
A Turquia seguiu fiel à sua estratégia e ao ritmo da sua torcida nas arquibancadas foi crescendo na partida. Inicialmente indo ao ataque somente nos contragolpes, a seleção começou a gostar da posse de bola após concretizar a primeira missão de parar o ataque holandês.
Com espaço e com confiança, os turcos foram aumentando o volume ofensivo até que a sua principal joia tirou mais um coelho da cartola e abriu o caminho para surpreender os adversários. Aos 36, Arda Güler descolou cruzamento na medida e achou Akaydin livre no segundo poste, que somente precisou escorar para as redes.
Bola aérea salva e a Holanda evita a zebra
Na volta do intervalo, Koeman colocou Weghorst em campo e deixou clara a sua estratégia: empilhar cruzamentos na área. Se a Holanda encontrava dificuldades para jogar com a bola no chão, o treinador explorou o outro ponto forte da seleção e apostou todas as suas fichas na força aérea.
Desde o primeiro minuto, Weghorst se tornou um incômodo para a defesa turca e brigava por cada bola alçada dentro do seu habitat. Nas tentativas iniciais, o centroavante conseguiu ganhar a primeira batalha pelo alto, mas ninguém aparecia para completar.
A Turquia se assustou com o volume adversário e por alguns momentos perdeu a sua força no contragolpe. Novamente, a seleção precisou da sua joia para voltar a ser ambiciosa no ataque e recuperar sua intensidade ofensiva. Em cobrança de falta, Arda Güler disparou um canhotaço e carimbou o poste de Verbrüggen. Logo em seguida, Yildiz arriscou da entrada da área, o goleiro holandês salvou na primeira e Weghorst evitou que Yilmaz empurrasse para a rede no rebote.
O duplo susto sofrido pela Holanda ligou o sinal de alerta desta vez do lado laranja e recomeçou uma blitz. Com uma postura definida, os holandeses continuaram apostando na bola aérea até encontrar as redes. Aos 25, a defesa turca vacilou pela primeira vez e De Vrij subiu completamente livre, testando com força nas redes para deixar tudo igual.
A Holanda não se contentou com a igualdade e aproveitou a defesa adversária atordoada para emplacar a virada imediata. Apenas cinco minutos depois do empate, Dumfries cruzou no segundo poste e Gakpo dividiu com Murdur, forçando o zagueiro turco a mandar contra a própria meta para assinar a virada.
A Turquia foi dos céus ao inferno em cinco minutos e precisou correr atrás do prejuízo na reta final. Vertical e objetiva, a seleção voltou a criar chances claras, mas desta vez faltou com a sorte.
Aos 39, Celik pegou a sobra e chutou na meta com o goleiro caído, mas Van de Ven salvou em cima da linha. Arda Güler também recebeu sua chance e De Vrij desviou com as costas. A Turquia insistiu, Verbruggen precisou ser milagroso, a Holanda suportou a pressão e impediu o empate. A zebra passeou em Berlin, mas a cor laranja conseguiu afastar o susto.
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