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Entre mgoa e satisfao, Pepa repassa experincia top no Cruzeiro :: ogol.com.br
Os técnicos estrangeiros são uma realidade no futebol brasileiro, mas nem todos têm a sequência que gostariam no país. De longe, Pepa viu a permanência do Cruzeiro na primeira divisão e, apesar disso, não escondeu a satisfação de ter trabalhado no Brasil. E também a mágoa por ter sido demitido de forma abrupta da Raposa. Em entrevista ao site parceiro zerozero, com participação de oGol, o treinador português falou sobre sua passagem no Cruzeiro.
“Fiquei magoado, fiquei frustrado. Acima de tudo porque quando me venderam o projeto, eu me senti tão esmiuçado. Entrevistas atrás de entrevistas. Pensei: ‘Se eu for o escolhido, vou ter respaldo’. Talvez ficar ali dois, três anos. Não é à toa que meus segundos anos são sempre melhores que os primeiros. É deixar a casa preparada, melhor do que quando cheguei. Por isso a mágoa. Nós passamos por uma fase de resultados não tão bons, mas não de apresentações ruins. No primeiro resultado desastroso, o 3 a 0 (contra o Grêmio), não houve a força ou a coragem numa altura que era para se manter o trabalho”, lamentou Pepa.
Ronaldo e Pepa no Cruzeiro @Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Ainda sobre a saída da Raposa, Pepa entende que fatores externos tiveram um peso importante na decisão de Ronaldo, presidente do clube, ao optar pela demissão. A pressão exercida sobre os treinadores no país, bem como o rebaixamento do Valladolid, outro clube presidido pelo Fenômeno, teriam tido um papel.
“Vamos ser muito claros. Eu sou diretor de futebol ou presidente de clube. Eu contrato um treinador. É esse o treinador que eu quero. A equipe está dentro dos objetivos? Há uma boa relação com a estrutura, diretores e jogadores? O treinador está motivado e com força para aguentar a pressão? Havia isso tudo. A minha resposta para isso é a pressão louca, externa, que existe no Brasil, que muitos não aguentam. O que aconteceu com o Valladolid, que caiu de divisão… (pode ter influenciado). O Ronaldo até admitiu que as trocas de treinadores não foram benéficas. Mas são águas passadas. Gosto de ver o lado positivo. Aprendi e evoluí mais uma vez”, declarou Pepa.
Orgulho em uma experiência “fantástica”
Sobre seu trabalho à frente do Cruzeiro, Pepa disse enxergar de forma clara que o clube iria além de apenas lutar contra o rebaixamento. A defesa, melhor do campeonato ao lado do Atlético Mineiro, foi motivo de orgulho para o treinador português.
Pepa
“Eu internamente até queria a Libertadores. Mas é ter noção que é o passo a passo. Um dos temas que abordei na despedida foi justamente esse. Que já não seria comigo, mas que eles iriam conseguir a classificação para um torneio internacional. Nunca tive dúvida nenhuma disso, não é hipocrisia nem nada. e convicção mesmo. Era a melhor defesa do campeonato. Uma equipe com a melhor defesa diz muito sobre ela. Isso e muitas coisas me encheram de orgulho”, celebrou Pepa.
Sobre o futebol brasileiro e o país, o português de 43 anos, que está atualmente no Al Ahli, do Catar, foi só elogios. Até mesmo a imprensa, muitas vezes tida como agressiva, não era motivo de preocupação para Pepa. O técnico ainda exaltou sua vivência no Brasil.
“As pessoas ficam surpresas com a minha resposta. Eu digo: ‘Foi top’. Eu gostei muito. Mas e a pressão e imprensa que é muito agressiva? Na boa, eles estão fazendo o trabalho deles. Nós também temos boca pra nos defendermos. Pressão de quê? Ainda bem que eu fui ao Brasil, que fui a um Cruzeiro, que passei por aquilo. Campeonato fantástico, condições fantásticas, jogadores fantásticos. É surreal (o apoio da torcida). Era praticamente impossível sair à rua sem ser abordado. Sempre me senti acarinhado, apoiado. Nunca sentiu uma coisa dessas”, relembrou Pepa.
Pepa
Perguntado sobre se seria um Pepa “diferente” em caso de retorno ao Brasil, o luso se utilizou de uma analogia com o cargo e declarou que chegaria muito melhor ao país. Segundo Pepa, a aprendizagem obtida em curto espaço de tempo faria a diferença.
“Diferente só se fosse para melhor. Já vivenciei o Brasil. O que é o jogador brasileiro, um grupo de trabalho. Só tinha a melhorar. Só vejo coisas positivas depois desse primeiro “choque”. Costumo dizer que o burro é o animal que nasce burro e morre burro. Eu felizmente não sou burro. Alguns erros que foram cometidos são momentos de aprendizagem. Não tenho dúvidas que se voltasse ao Brasil iria melhor. É o conhecimento mais profundo das equipes, dos jogadores e da cultura. O Brasil também tem o seu contexto”, finalizou Pepa.
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Vila Nova busca reforo no futebol uruguaio :: ogol.com.br

Na briga pelo acesso para a Série A, o Vila Nova garantiu a chegada de mais um reforço para a sequência da temporada. O uruguaio Alex Silva desembarcou neste sábado no OBA e foi apresentado como nova contratação do time goiano.
O lateral-direito de 31 anos estava atuando no Progreso, clube da primeira divisão uruguaia. Pelo clube, Alex Silva disputou 14 partidas nesta temporada, com seis gols marcados e três assistências.
Esta será a segunda experiência do defensor fora do seu país de origem. Antes de chegar ao Vila Nova, Alex passou por uma temporada no San Martin San Juan, da Argentina. No futebol uruguaio, o lateral soma passagens por Montevideo Wanderers, Peñarol, Racing e Deportivo Maldonado.
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Chape eficiente no ataque e acaba com a invencibilidade do Gois na Serrinha :: ogol.com.br

A Chapecoense segurou o Goiás na defesa e mostrou eficiência nos contragolpes para vencer por 2 a 1. O time catarinense interrompeu a sequência de três derrotas consecutivas na Série B e decretou a primeira derrota do Esmeraldino em casa na temporada.
Com a vitória, a Chape ganhou um respiro na briga contra o rebaixamento e subiu quatro posições, chegando em 12°, com 17 pontos. Já o Goiás perdeu a chance de voltar ao G4, e estacionou em quinto, com 21.
Chape fecha a marcação e surpreende no contragolpe
O Goiás tomou a iniciativa na partida contra a Chapecoense e buscou alternativas desde o início para furar a marcação fechada. Aproveitando o bom retrospecto em casa, o Esmeraldino mostrou intensidade e explorou as jogadas pelas pontas, tentando abrir a defesa adversária.
As melhores tentativas do lado goiano vieram pelo lado direito, com Welliton. O meia buscou boas tramas pela beirada do campo e tentou servir Thiago Galhardo na referência ofensiva. Apesar do volume de jogo e do domínio completo da posse de bola, o Goiás não conseguiu traduzir em lances claros para marcar e acabou sofrendo as consequências.
Armada para contra-atacar, a Chapecoense encaixou sua saída letal já na reta final do primeiro tempo. Aos 40, Marcinho arrancou pela canhota e cruzou na medida para Mário Sérgio desviar de cabeça, colocando o time catarinense em vantagem antes do intervalo.
Centroavante decide novamente
Diferente dos 45 minutos iniciais, a etapa complementar começou com jogadas mais objetivas e chances de gols nos primeiros minutos. Em busca do empate, o Goiás não perdeu tempo e desde cedo pressionou a Chapecoense.
Aos quatro minutos, Welliton achou mais um passe para Thiago Galhardo e deixou o atacante na cara do gol. Com frieza, o camisa 33 do Esmeraldino deu um leve toque para tirar do alcance de Matheus Cavichioli, decretando o empate.
A Chape respondeu ao golpe sofrido e no lance seguinte carimbou o poste de Tadeu com Marlone. Mas, embora a tentativa de voltar à frente dos visitantes, o Goiás continuou crescendo na partida e ensaiou uma virada. Thiago Galhardo ficou com a chance do jogo para o Esmeraldino e perdeu a chance de confirmar a reviravolta.
A Chapecoense estava nas cordas, com o Goiás pressionando por todos os lados, mas novamente a saída em contragolpe e a eficiência do seu centroavante deram a vantagem aos visitantes. Em mais uma assistência de Marcinho, Mário Sérgio voltou a aparecer livre na área e cabeceou sem chances para Tadeu, garantindo a recuperação da Chape.
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Holanda usa a fora area para eliminar a Turquia e sua torcida fantica e seguir na Euro :: ogol.com.br

Como em todos os jogos da fase de quartas de final da Eurocopa, a Holanda também sofreu para arrancar a classificação. Diante da Turquia, fortemente apoiada pelos seus fanáticos torcedores, a seleção holandesa precisou mais uma vez usar a sua força aérea para conquistar uma virada relâmpago na reta final e carimbar o seu passaporte para a semifinal.
Com a vitória por 2 a 1, os comandados de Ronald Koeman avançam na Euro para encarar a Inglaterra, que passou pela Suíça nos pênaltis. As duas seleções duelam na próxima quarta-feira (10), às 16h.
Joia brilha, Turquia para a Holanda e surpreende
A Holanda entrou em campo com o favoritismo ao seu lado, mas a Turquia tinha o entusiasmo das boas atuações e a maioria esmagadora da torcida nas arquibancadas. O cenário se confirmou com a bola rolando, quando os holandeses tomaram a posse de bola, enquanto os turcos eram verticais e objetivos.
Apesar de tomar a iniciativa, a Holanda esbarrou em uma marcação fechada e preparada para neutralizar os principais pontos. Gakpo e Depay até se movimentaram pelo setor ofensivo e não acharam liberdade para trabalhar. Os comandados de Ronald Koeman procuraram outras alternativas para tentar abrir a zaga turca, mas dominaram a posse de bola sem ser efetivos.
O primeiro e único grande arremate dos holandeses veio logo no minuto inicial. Na principal trama, Depay tabelou com Gakpo, invadiu a área brigando com a defesa e mandou por cima.
A Turquia seguiu fiel à sua estratégia e ao ritmo da sua torcida nas arquibancadas foi crescendo na partida. Inicialmente indo ao ataque somente nos contragolpes, a seleção começou a gostar da posse de bola após concretizar a primeira missão de parar o ataque holandês.
Com espaço e com confiança, os turcos foram aumentando o volume ofensivo até que a sua principal joia tirou mais um coelho da cartola e abriu o caminho para surpreender os adversários. Aos 36, Arda Güler descolou cruzamento na medida e achou Akaydin livre no segundo poste, que somente precisou escorar para as redes.
Bola aérea salva e a Holanda evita a zebra
Na volta do intervalo, Koeman colocou Weghorst em campo e deixou clara a sua estratégia: empilhar cruzamentos na área. Se a Holanda encontrava dificuldades para jogar com a bola no chão, o treinador explorou o outro ponto forte da seleção e apostou todas as suas fichas na força aérea.
Desde o primeiro minuto, Weghorst se tornou um incômodo para a defesa turca e brigava por cada bola alçada dentro do seu habitat. Nas tentativas iniciais, o centroavante conseguiu ganhar a primeira batalha pelo alto, mas ninguém aparecia para completar.
A Turquia se assustou com o volume adversário e por alguns momentos perdeu a sua força no contragolpe. Novamente, a seleção precisou da sua joia para voltar a ser ambiciosa no ataque e recuperar sua intensidade ofensiva. Em cobrança de falta, Arda Güler disparou um canhotaço e carimbou o poste de Verbrüggen. Logo em seguida, Yildiz arriscou da entrada da área, o goleiro holandês salvou na primeira e Weghorst evitou que Yilmaz empurrasse para a rede no rebote.
O duplo susto sofrido pela Holanda ligou o sinal de alerta desta vez do lado laranja e recomeçou uma blitz. Com uma postura definida, os holandeses continuaram apostando na bola aérea até encontrar as redes. Aos 25, a defesa turca vacilou pela primeira vez e De Vrij subiu completamente livre, testando com força nas redes para deixar tudo igual.
A Holanda não se contentou com a igualdade e aproveitou a defesa adversária atordoada para emplacar a virada imediata. Apenas cinco minutos depois do empate, Dumfries cruzou no segundo poste e Gakpo dividiu com Murdur, forçando o zagueiro turco a mandar contra a própria meta para assinar a virada.
A Turquia foi dos céus ao inferno em cinco minutos e precisou correr atrás do prejuízo na reta final. Vertical e objetiva, a seleção voltou a criar chances claras, mas desta vez faltou com a sorte.
Aos 39, Celik pegou a sobra e chutou na meta com o goleiro caído, mas Van de Ven salvou em cima da linha. Arda Güler também recebeu sua chance e De Vrij desviou com as costas. A Turquia insistiu, Verbruggen precisou ser milagroso, a Holanda suportou a pressão e impediu o empate. A zebra passeou em Berlin, mas a cor laranja conseguiu afastar o susto.
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