Futebol Geral
MK Dons, o karma e a ´vingança´ do AFC Wimbledon em final épico :: ogol.com.br

Londres é considerada a cidade do mundo com mais clubes profissionais de futebol. O Wimbledon F.C foi um deles, até o início do século XXI. Até que uma mudança para Milton Keynes jogou fora a história de uma equipe tradicional. Neste sábado, porém, a comunidade de Wimbledon viveu uma tarde com um doce gosto de vingança.
O Wimbledon F.C foi fundado ainda em 1889. Foi campeão da Copa da Inglaterra e 1988 e foi um dos fundadores da Premier League, em 1992. Jogou 14 edições da primeira divisão inglesa, a última delas em 2000, ano em que o clube acabou rebaixado para a Championship.
Por volta desse período, também, o músico e empresário britânico Pete Winkelman propôs, com o suporte de grandes empresas, uma série de investimentos e empreendimentos em Milton Keynes, que fica a cerca de 80km da capital Londres. Um dos empreendimentos era a construção de um grande estádio, com o projeto para trazer para a cidade um clube de tradição.
O consórcio comandado por Winkelman sondou as situações de alguns clubes. Luton Town, Wimbledon, Crystal Palace, Barnet, e Queens Park Rangers foram procurados. O Wimbledon foi quem comprou a ideia de se mudar para a cidade.
A nova direção do Wimbledon já havia vendido o estádio, Plough Lane, casa do clube por tantas e tantas décadas. Acabou por vender também o time, que “abandonou” a cidade.
Na época, a mudança sofreu resistência da Football Association e da Footbal League, mas no fim conseguiu a aprovação. Nos primeiros anos, o Wimbledon jogou a Championship com o mesmo nome e escudo, até se tornar Milton Keynes Dons em 2004.
Dons, por sinal, era o apelido do Wimbledon F.C. A mudança de cidade do clube foi um soco no estômago da comunidade de Wimbledon, que apoiou a equipe durante mais de um século.
Ao longo dos anos, o MK Dons, que foi da Championship para a quarta divisão, ficou conhecido por formar bons jovens jogadores, com destaque para Dele Alli, ex-Tottenham e seleção inglesa.
O recomeço
Revoltados com a mudança do Wimbledon F.C, os antigos fãs do clube resolveram fundar (ou refundar, como preferem) o AFC Wimbledon em 2002, antes mesmo do MK Dons nascer com o novo nome. Ivor Heller, Kris Stewart, Marc Jones e Trevor Williams foram até a F.A e lançaram o “novo clube”, com a alma do antigo. Eles consideram, inclusive, a data de nascimento do AFC Wimbledon como em 1889, e não 2002. O AFC Wimbledon é, segundo os torcedores, a “reencarnação do Wimbledon F.C”.
O recomeço foi difícil: o clube, comandado e gerido pela torcida, foi jogado cinco divisões abaixo da League Two, a quarta divisão. Na Combined Counties League, uma espécie de nona divisão. O time teve que recomeçar atuando em Kingston, região também no sudeste de Londres.
O AFC Wimbledon levou quase uma década para chegar na League Two, a quarta divisão, primeira divisão profissional inglesa. A classificação veio após uma dramática vitória nos pênaltis contra o Luton Town, que hoje está na Premier League, nos playoffs.
O AFC Wimbledon subiu para a League One em 2016, após superar o Plymouth, em Wembley, por 2 a 0 nos playoffs da League Two. Desde então, permaneceu na terceira divisão inglesa até 2022.
Aproveitando o bom momento, e liderado pelo então executivo Erik Samuelson, o AFC Wimbledon recuperou outra parte de sua alma no final da década de 2010. Durante do mandato de Boris Johnson como prefeito de Londres, o clube teve aprovado o projeto de construção do novo Plough Lane, a menos de 200 metros do local onde era o antigo estádio.
Mais uma vez, a torcida do Wimbledon foi decisiva e, através de uma campanha de crowdfunding (a famosa “vaquinha”), juntou mais de 7 milhões de libras para concluir as obras no estádio. Em 03 de novembro de 2020, o AFC Wimbledon reestreou a sua casa em empate em 2 a 2 contra o Doncaster Rovers.
A vingança
Dez anos após a sua fundação, o AFC Wimbledon encontrou pela primeira vez o MK Dons, que havia “roubado” o clube de futebol da comunidade de Wimbledon. A equipe de Milton Keynes venceu por 2 a 1, no estádio MK, e avançou para a terceira eliminatória da F.A Cup.
As equipes voltariam e se encontrar nos anos seguintes e, a partir de 2016, se encontraram todos os anos menos em 2023. Em 2022, o Wimbledon acabou rebaixado novamente para a quarta divisão.
No ano seguinte, o “karma” agiu a favor do time de Wimbledon, e o MK Dons acabou também rebaixado. O que fez o duelo voltar a acontecer em 2024, mas na quarta divisão inglesa.
No jogo do turno, em Milton Keynes, o MK Dons venceu por 3 a 1. Mas neste sábado, a vingança do AFC Wimbledon foi com requintes de crueldade.
O MK Dons havia tido chances de vencer o jogo, sem aproveitar. Já no último minuto dos acréscimos, após contra-ataque pela canhota, o irlandês Ronan Curtis recebeu na área e bateu de canhota para balançar a rede e explodir o estádio. O time foi todo comemorar com os torcedores, que invadiram o gramado em uma cena épica. Foi o final feliz que a comunidade tanto esperava.
Mesmo na quarta divisão, atrás do algoz MK Dons na luta por um lugar na League One, sem viver os tempos de glória na elite do Wimbledon FC, o AFC Wimbledon manteve viva a alma futebolística de uma comunidade, e escreve, por ela e com ela, uma bonita história de amor.
A MEMORY TO LAST A LIFETIME ❤️#AFCW 🟡🔵 pic.twitter.com/lzGKCLOfGU
— AFC Wimbledon (@AFCWimbledon) March 2, 2024
Futebol Geral
Vila Nova busca reforo no futebol uruguaio :: ogol.com.br

Na briga pelo acesso para a Série A, o Vila Nova garantiu a chegada de mais um reforço para a sequência da temporada. O uruguaio Alex Silva desembarcou neste sábado no OBA e foi apresentado como nova contratação do time goiano.
O lateral-direito de 31 anos estava atuando no Progreso, clube da primeira divisão uruguaia. Pelo clube, Alex Silva disputou 14 partidas nesta temporada, com seis gols marcados e três assistências.
Esta será a segunda experiência do defensor fora do seu país de origem. Antes de chegar ao Vila Nova, Alex passou por uma temporada no San Martin San Juan, da Argentina. No futebol uruguaio, o lateral soma passagens por Montevideo Wanderers, Peñarol, Racing e Deportivo Maldonado.
Futebol Geral
Chape eficiente no ataque e acaba com a invencibilidade do Gois na Serrinha :: ogol.com.br

A Chapecoense segurou o Goiás na defesa e mostrou eficiência nos contragolpes para vencer por 2 a 1. O time catarinense interrompeu a sequência de três derrotas consecutivas na Série B e decretou a primeira derrota do Esmeraldino em casa na temporada.
Com a vitória, a Chape ganhou um respiro na briga contra o rebaixamento e subiu quatro posições, chegando em 12°, com 17 pontos. Já o Goiás perdeu a chance de voltar ao G4, e estacionou em quinto, com 21.
Chape fecha a marcação e surpreende no contragolpe
O Goiás tomou a iniciativa na partida contra a Chapecoense e buscou alternativas desde o início para furar a marcação fechada. Aproveitando o bom retrospecto em casa, o Esmeraldino mostrou intensidade e explorou as jogadas pelas pontas, tentando abrir a defesa adversária.
As melhores tentativas do lado goiano vieram pelo lado direito, com Welliton. O meia buscou boas tramas pela beirada do campo e tentou servir Thiago Galhardo na referência ofensiva. Apesar do volume de jogo e do domínio completo da posse de bola, o Goiás não conseguiu traduzir em lances claros para marcar e acabou sofrendo as consequências.
Armada para contra-atacar, a Chapecoense encaixou sua saída letal já na reta final do primeiro tempo. Aos 40, Marcinho arrancou pela canhota e cruzou na medida para Mário Sérgio desviar de cabeça, colocando o time catarinense em vantagem antes do intervalo.
Centroavante decide novamente
Diferente dos 45 minutos iniciais, a etapa complementar começou com jogadas mais objetivas e chances de gols nos primeiros minutos. Em busca do empate, o Goiás não perdeu tempo e desde cedo pressionou a Chapecoense.
Aos quatro minutos, Welliton achou mais um passe para Thiago Galhardo e deixou o atacante na cara do gol. Com frieza, o camisa 33 do Esmeraldino deu um leve toque para tirar do alcance de Matheus Cavichioli, decretando o empate.
A Chape respondeu ao golpe sofrido e no lance seguinte carimbou o poste de Tadeu com Marlone. Mas, embora a tentativa de voltar à frente dos visitantes, o Goiás continuou crescendo na partida e ensaiou uma virada. Thiago Galhardo ficou com a chance do jogo para o Esmeraldino e perdeu a chance de confirmar a reviravolta.
A Chapecoense estava nas cordas, com o Goiás pressionando por todos os lados, mas novamente a saída em contragolpe e a eficiência do seu centroavante deram a vantagem aos visitantes. Em mais uma assistência de Marcinho, Mário Sérgio voltou a aparecer livre na área e cabeceou sem chances para Tadeu, garantindo a recuperação da Chape.
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Holanda usa a fora area para eliminar a Turquia e sua torcida fantica e seguir na Euro :: ogol.com.br

Como em todos os jogos da fase de quartas de final da Eurocopa, a Holanda também sofreu para arrancar a classificação. Diante da Turquia, fortemente apoiada pelos seus fanáticos torcedores, a seleção holandesa precisou mais uma vez usar a sua força aérea para conquistar uma virada relâmpago na reta final e carimbar o seu passaporte para a semifinal.
Com a vitória por 2 a 1, os comandados de Ronald Koeman avançam na Euro para encarar a Inglaterra, que passou pela Suíça nos pênaltis. As duas seleções duelam na próxima quarta-feira (10), às 16h.
Joia brilha, Turquia para a Holanda e surpreende
A Holanda entrou em campo com o favoritismo ao seu lado, mas a Turquia tinha o entusiasmo das boas atuações e a maioria esmagadora da torcida nas arquibancadas. O cenário se confirmou com a bola rolando, quando os holandeses tomaram a posse de bola, enquanto os turcos eram verticais e objetivos.
Apesar de tomar a iniciativa, a Holanda esbarrou em uma marcação fechada e preparada para neutralizar os principais pontos. Gakpo e Depay até se movimentaram pelo setor ofensivo e não acharam liberdade para trabalhar. Os comandados de Ronald Koeman procuraram outras alternativas para tentar abrir a zaga turca, mas dominaram a posse de bola sem ser efetivos.
O primeiro e único grande arremate dos holandeses veio logo no minuto inicial. Na principal trama, Depay tabelou com Gakpo, invadiu a área brigando com a defesa e mandou por cima.
A Turquia seguiu fiel à sua estratégia e ao ritmo da sua torcida nas arquibancadas foi crescendo na partida. Inicialmente indo ao ataque somente nos contragolpes, a seleção começou a gostar da posse de bola após concretizar a primeira missão de parar o ataque holandês.
Com espaço e com confiança, os turcos foram aumentando o volume ofensivo até que a sua principal joia tirou mais um coelho da cartola e abriu o caminho para surpreender os adversários. Aos 36, Arda Güler descolou cruzamento na medida e achou Akaydin livre no segundo poste, que somente precisou escorar para as redes.
Bola aérea salva e a Holanda evita a zebra
Na volta do intervalo, Koeman colocou Weghorst em campo e deixou clara a sua estratégia: empilhar cruzamentos na área. Se a Holanda encontrava dificuldades para jogar com a bola no chão, o treinador explorou o outro ponto forte da seleção e apostou todas as suas fichas na força aérea.
Desde o primeiro minuto, Weghorst se tornou um incômodo para a defesa turca e brigava por cada bola alçada dentro do seu habitat. Nas tentativas iniciais, o centroavante conseguiu ganhar a primeira batalha pelo alto, mas ninguém aparecia para completar.
A Turquia se assustou com o volume adversário e por alguns momentos perdeu a sua força no contragolpe. Novamente, a seleção precisou da sua joia para voltar a ser ambiciosa no ataque e recuperar sua intensidade ofensiva. Em cobrança de falta, Arda Güler disparou um canhotaço e carimbou o poste de Verbrüggen. Logo em seguida, Yildiz arriscou da entrada da área, o goleiro holandês salvou na primeira e Weghorst evitou que Yilmaz empurrasse para a rede no rebote.
O duplo susto sofrido pela Holanda ligou o sinal de alerta desta vez do lado laranja e recomeçou uma blitz. Com uma postura definida, os holandeses continuaram apostando na bola aérea até encontrar as redes. Aos 25, a defesa turca vacilou pela primeira vez e De Vrij subiu completamente livre, testando com força nas redes para deixar tudo igual.
A Holanda não se contentou com a igualdade e aproveitou a defesa adversária atordoada para emplacar a virada imediata. Apenas cinco minutos depois do empate, Dumfries cruzou no segundo poste e Gakpo dividiu com Murdur, forçando o zagueiro turco a mandar contra a própria meta para assinar a virada.
A Turquia foi dos céus ao inferno em cinco minutos e precisou correr atrás do prejuízo na reta final. Vertical e objetiva, a seleção voltou a criar chances claras, mas desta vez faltou com a sorte.
Aos 39, Celik pegou a sobra e chutou na meta com o goleiro caído, mas Van de Ven salvou em cima da linha. Arda Güler também recebeu sua chance e De Vrij desviou com as costas. A Turquia insistiu, Verbruggen precisou ser milagroso, a Holanda suportou a pressão e impediu o empate. A zebra passeou em Berlin, mas a cor laranja conseguiu afastar o susto.
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