Futebol Geral
Gabriel Sara, o ´Astronauta´ que comanda a missão de resgate dos Canários :: ogol.com.br

Gabriel Sara surgiu no São Paulo sem tanto alarde. Era o nome menos badalado de uma geração vitoriosa. Nunca caiu nas graças da torcida, pelo contrário. Mas esta temporada, cala os críticos, valoriza quem acreditou em seu futebol e tenta recolocar o Norwich na Premier League uma vez mais.
Sara fez parte do São Paulo que foi campeão da Copinha em 2019. A equipe, que venceu o Vasco na decisão, contava com nomes bem mais badalados. Gabriel Novaes era a grande promessa para o ataque e, naquele mesmo ano, foi negociado com o Barcelona. Não teve sucesso. Tuta hoje é titular no Eintracht Frankfurt, Antony brilhou no Ajax, mas vive temporada ruim no Manchester United, Morato defende o Benfica e nomes como Wellington e Diego Costa seguem com espaço no time principal do Tricolor.
Naquela Copinha, Sara estreou com três gols e assistência contra o Holanda, do Amazonas. No jogo seguinte, porém, sofreu um estiramento no posterior da coxa esquerda e ficou de fora do resto da campanha vitoriosa.
Naquele mesmo ano, Sara estreou no profissional do São Paulo, na derrota para o Internacional, no Brasileirão. O meia jogou ainda outras cinco vezes na campanha, que deixou o Tricolor na sexta posição na tabela. Apesar das poucas partidas, o meia ganhou a confiança do técnico Fernando Diniz, e jogaria mais nos anos seguintes.
Em 2020, a cria de Cotia teve mais chances no time principal. Já não defendeu mais a equipe sub-20, e fez 44 jogos no time principal, 39 deles como titular. Marcou seis gols e deu cinco assistências. No ano seguinte, jogou mais (47 vezes) e marcou mais gols (dez).
Apesar da boa minutagem, Sara oscilou em muitos momentos e não conseguiu escapar das críticas. Ganhou o apelido de “Astronauta” através das críticas nas redes sociais. “Se Sara é jogador, eu sou um astronauta”, diziam alguns torcedores, em comentário recorrente que ficou marcante.
A frase, na verdade, virou um combustível para o jovem, que em 2022 foi negociado com o Norwich, da Inglaterra. Por lá, não demorou a ser chamado como “Astronauta”. Mas dessa vez, o apelido se tornou um afago.
O astronauta na missão de resgate
O “Astronauta” Gabriel Sara chegou em Norwich depois de os Canários terminarem a temporada 2021/22 da Premier League na lanterninha, com apenas cinco vitórias em 38 jogos. Seria uma espécie de missão de resgate, para tentar recolocar o clube na elite do futebol britânico.
Na primeira temporada de Sara, porém, o Norwich não conseguiu nem sequer ir aos playoffs. Terminou em 13º, em campanha decepcionante. Gabriel Sara fez 43 jogos, com sete gols e quatro assistências. Alguns lampejos, alguns bons momentos e um bom cartão de visitas, mas ainda sem conseguir fazer o time brigar na parte de cima da tabela.
Na nova temporada, Sara assumiu, de vez, o protagonismo nos Canários. No último fim de semana, marcou dois gols e deu uma assistência na goleada por 5 a 0 sobre o Rotherham. Um dos gols foi uma pintura (ver abaixo). Com o resultado, o Norwich subiu para sexto lugar e entrou na zona de playoff.
Utter filth 🥵 pic.twitter.com/PXRv11Rk8d
— Norwich City FC (@NorwichCityFC) March 9, 2024
Com nove gols e 11 assistências, Sara é o jogador com mais participações diretas em gol no Norwich na Championship, e o sexto na liga. No total, somando todas as competições da temporada, Sara tem 22 participações diretas (dez gols e 12 assistências) em 42 partidas, uma média de uma participação direta a cada 164 minutos em campo.
O brasileiro impressiona, também, pela regularidade. Atuou em todas as 37 rodadas da Championship e é o jogador do Norwich com mais minutos em campo (3297). No elenco dos Canários, apenas Sara e Kenny McLean jogaram 37 vezes. O meia brasileiro, com uma minutagem um pouco maior, é o sexto jogador de linha da liga com mais minutos em campo.
Atuando aberto pela direita, mas também em alguns momentos mais centralizado, Sara vem sendo a principal referência criativa do time do estadunidense David Wagner. Se as quatro primeiras posições parecem intangíveis, o Astronauta Sara comanda a missão resgate dos Canários, que mostram força na luta por um lugar nos playoffs. Ainda restam nove batalhas até o fim da Championship.
🚀Gabriel Sara na Championship:
🏟️37 jogos
👕37 jogos como titular
⏰Sexto jogador de linha com mais minutos na liga
⚽️9 gols
👟11 assistências
📈20 participações diretas
🔝Jogador do Norwich com mais participações diretas⌚️Uma participação direta a cada 164 minutos pic.twitter.com/eBHzmYRvFI— oGol (@ogolcombr) March 11, 2024
Futebol Geral
Vila Nova busca reforo no futebol uruguaio :: ogol.com.br

Na briga pelo acesso para a Série A, o Vila Nova garantiu a chegada de mais um reforço para a sequência da temporada. O uruguaio Alex Silva desembarcou neste sábado no OBA e foi apresentado como nova contratação do time goiano.
O lateral-direito de 31 anos estava atuando no Progreso, clube da primeira divisão uruguaia. Pelo clube, Alex Silva disputou 14 partidas nesta temporada, com seis gols marcados e três assistências.
Esta será a segunda experiência do defensor fora do seu país de origem. Antes de chegar ao Vila Nova, Alex passou por uma temporada no San Martin San Juan, da Argentina. No futebol uruguaio, o lateral soma passagens por Montevideo Wanderers, Peñarol, Racing e Deportivo Maldonado.
Futebol Geral
Chape eficiente no ataque e acaba com a invencibilidade do Gois na Serrinha :: ogol.com.br

A Chapecoense segurou o Goiás na defesa e mostrou eficiência nos contragolpes para vencer por 2 a 1. O time catarinense interrompeu a sequência de três derrotas consecutivas na Série B e decretou a primeira derrota do Esmeraldino em casa na temporada.
Com a vitória, a Chape ganhou um respiro na briga contra o rebaixamento e subiu quatro posições, chegando em 12°, com 17 pontos. Já o Goiás perdeu a chance de voltar ao G4, e estacionou em quinto, com 21.
Chape fecha a marcação e surpreende no contragolpe
O Goiás tomou a iniciativa na partida contra a Chapecoense e buscou alternativas desde o início para furar a marcação fechada. Aproveitando o bom retrospecto em casa, o Esmeraldino mostrou intensidade e explorou as jogadas pelas pontas, tentando abrir a defesa adversária.
As melhores tentativas do lado goiano vieram pelo lado direito, com Welliton. O meia buscou boas tramas pela beirada do campo e tentou servir Thiago Galhardo na referência ofensiva. Apesar do volume de jogo e do domínio completo da posse de bola, o Goiás não conseguiu traduzir em lances claros para marcar e acabou sofrendo as consequências.
Armada para contra-atacar, a Chapecoense encaixou sua saída letal já na reta final do primeiro tempo. Aos 40, Marcinho arrancou pela canhota e cruzou na medida para Mário Sérgio desviar de cabeça, colocando o time catarinense em vantagem antes do intervalo.
Centroavante decide novamente
Diferente dos 45 minutos iniciais, a etapa complementar começou com jogadas mais objetivas e chances de gols nos primeiros minutos. Em busca do empate, o Goiás não perdeu tempo e desde cedo pressionou a Chapecoense.
Aos quatro minutos, Welliton achou mais um passe para Thiago Galhardo e deixou o atacante na cara do gol. Com frieza, o camisa 33 do Esmeraldino deu um leve toque para tirar do alcance de Matheus Cavichioli, decretando o empate.
A Chape respondeu ao golpe sofrido e no lance seguinte carimbou o poste de Tadeu com Marlone. Mas, embora a tentativa de voltar à frente dos visitantes, o Goiás continuou crescendo na partida e ensaiou uma virada. Thiago Galhardo ficou com a chance do jogo para o Esmeraldino e perdeu a chance de confirmar a reviravolta.
A Chapecoense estava nas cordas, com o Goiás pressionando por todos os lados, mas novamente a saída em contragolpe e a eficiência do seu centroavante deram a vantagem aos visitantes. Em mais uma assistência de Marcinho, Mário Sérgio voltou a aparecer livre na área e cabeceou sem chances para Tadeu, garantindo a recuperação da Chape.
Futebol Geral
Holanda usa a fora area para eliminar a Turquia e sua torcida fantica e seguir na Euro :: ogol.com.br

Como em todos os jogos da fase de quartas de final da Eurocopa, a Holanda também sofreu para arrancar a classificação. Diante da Turquia, fortemente apoiada pelos seus fanáticos torcedores, a seleção holandesa precisou mais uma vez usar a sua força aérea para conquistar uma virada relâmpago na reta final e carimbar o seu passaporte para a semifinal.
Com a vitória por 2 a 1, os comandados de Ronald Koeman avançam na Euro para encarar a Inglaterra, que passou pela Suíça nos pênaltis. As duas seleções duelam na próxima quarta-feira (10), às 16h.
Joia brilha, Turquia para a Holanda e surpreende
A Holanda entrou em campo com o favoritismo ao seu lado, mas a Turquia tinha o entusiasmo das boas atuações e a maioria esmagadora da torcida nas arquibancadas. O cenário se confirmou com a bola rolando, quando os holandeses tomaram a posse de bola, enquanto os turcos eram verticais e objetivos.
Apesar de tomar a iniciativa, a Holanda esbarrou em uma marcação fechada e preparada para neutralizar os principais pontos. Gakpo e Depay até se movimentaram pelo setor ofensivo e não acharam liberdade para trabalhar. Os comandados de Ronald Koeman procuraram outras alternativas para tentar abrir a zaga turca, mas dominaram a posse de bola sem ser efetivos.
O primeiro e único grande arremate dos holandeses veio logo no minuto inicial. Na principal trama, Depay tabelou com Gakpo, invadiu a área brigando com a defesa e mandou por cima.
A Turquia seguiu fiel à sua estratégia e ao ritmo da sua torcida nas arquibancadas foi crescendo na partida. Inicialmente indo ao ataque somente nos contragolpes, a seleção começou a gostar da posse de bola após concretizar a primeira missão de parar o ataque holandês.
Com espaço e com confiança, os turcos foram aumentando o volume ofensivo até que a sua principal joia tirou mais um coelho da cartola e abriu o caminho para surpreender os adversários. Aos 36, Arda Güler descolou cruzamento na medida e achou Akaydin livre no segundo poste, que somente precisou escorar para as redes.
Bola aérea salva e a Holanda evita a zebra
Na volta do intervalo, Koeman colocou Weghorst em campo e deixou clara a sua estratégia: empilhar cruzamentos na área. Se a Holanda encontrava dificuldades para jogar com a bola no chão, o treinador explorou o outro ponto forte da seleção e apostou todas as suas fichas na força aérea.
Desde o primeiro minuto, Weghorst se tornou um incômodo para a defesa turca e brigava por cada bola alçada dentro do seu habitat. Nas tentativas iniciais, o centroavante conseguiu ganhar a primeira batalha pelo alto, mas ninguém aparecia para completar.
A Turquia se assustou com o volume adversário e por alguns momentos perdeu a sua força no contragolpe. Novamente, a seleção precisou da sua joia para voltar a ser ambiciosa no ataque e recuperar sua intensidade ofensiva. Em cobrança de falta, Arda Güler disparou um canhotaço e carimbou o poste de Verbrüggen. Logo em seguida, Yildiz arriscou da entrada da área, o goleiro holandês salvou na primeira e Weghorst evitou que Yilmaz empurrasse para a rede no rebote.
O duplo susto sofrido pela Holanda ligou o sinal de alerta desta vez do lado laranja e recomeçou uma blitz. Com uma postura definida, os holandeses continuaram apostando na bola aérea até encontrar as redes. Aos 25, a defesa turca vacilou pela primeira vez e De Vrij subiu completamente livre, testando com força nas redes para deixar tudo igual.
A Holanda não se contentou com a igualdade e aproveitou a defesa adversária atordoada para emplacar a virada imediata. Apenas cinco minutos depois do empate, Dumfries cruzou no segundo poste e Gakpo dividiu com Murdur, forçando o zagueiro turco a mandar contra a própria meta para assinar a virada.
A Turquia foi dos céus ao inferno em cinco minutos e precisou correr atrás do prejuízo na reta final. Vertical e objetiva, a seleção voltou a criar chances claras, mas desta vez faltou com a sorte.
Aos 39, Celik pegou a sobra e chutou na meta com o goleiro caído, mas Van de Ven salvou em cima da linha. Arda Güler também recebeu sua chance e De Vrij desviou com as costas. A Turquia insistiu, Verbruggen precisou ser milagroso, a Holanda suportou a pressão e impediu o empate. A zebra passeou em Berlin, mas a cor laranja conseguiu afastar o susto.
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