Futebol Geral
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Seja no 4-2-4 ou no 5-3-2, atravs de jogo de posio ou jogo funcional, respeitando as diversas formas de ver o futebol. Acreditando sempre na beleza do jogo, e nas diversas interpretaes do mesmo. Falo de ttica tentando fugir do professoral, mas sempre buscando ir alm. Como em uma conversa de bar. Sem espao para a saideira.
Já falamos, aqui, sobre julgamentos precipitados no futebol. Usando, inclusive, outro exemplo do Flamengo (Texto aqui sobre Varela). Mas o assunto do momento na Gávea (pelo menos em campo, Gabigol à parte), é a transferência de Fabrício Bruno para a Premier League. O zagueiro deve jogar no West Ham, e se tornar um dos zagueiros mais caros da história do futebol brasileiro (vendido por mais de R$ 80 milhões).
Quem olha para Fabrício Bruno hoje vê um zagueiro cheio de confiança, capaz de entrar “no fogo” contra Espanha e Inglaterra e mostrar o que tem de melhor. Tanto que são os ingleses que vão o levar para a Europa. Mas nem sempre foi assim… (Quase nunca, na verdade).
Fabrício Bruno é cria do Cruzeiro. Fez apenas 34 partidas pela Raposa em duas passagens. Conseguiu maior sequência em 2019, e nem assim permaneceu. O zagueiro terminou o ano na reserva, após sofrer com as críticas depois de goleada sofrida para o Santos, por 4 a 1. Foram cinco derrotas seguidas (Fabrício jogou em apenas uma) e o Cruzeiro acabou rebaixado.
Entre uma passagem e outra pela equipe celeste, Fabrício Bruno jogou emprestado na Chapecoense. Ficou encostado em 2018. Depois de eliminações na Libertadores e Estadual, o zagueiro ficou de fevereiro a novembro sem entrar em campo. Só jogou no time sub-23 no Brasileirão de Aspirantes.
Até 2021, Fabrício Bruno teve carreira de pouco destaque. Foi quando encontro Maurício Barbieri e Léo Ortiz no Bragantino e viveu, até então, o melhor ano da carreira. Nunca havia jogado tanto: foram 57 partidas, 54 como titular. O Braga foi vice-campeão da Sul-Americana e G6 no Brasileirão.
Para além da confiança pela sequência de jogos, Fabrício Bruno teve outros fatores decisivos para começar a trilhar o caminho para o ápice na carreira. O contexto social também lhe era favorável: o Bragantino não vivia turbulência como Cruzeiro e Chape. Taticamente, também foi favorecido: zagueiro com excelente passe vertical, com boa progressão com bola, usou muito isso a seu favor na primeira fase de construção com Barbieri. O treinador também gostava de muitas inversões para buscar superioridade no lado oposto, o que fazia, mais uma vez, Fabrício Bruno sobressair com bola.
A presença de Léo Ortiz do lado, também, facilitou, e muito, a vida de Fabrício Bruno. A primeira fase de construção não ficava sobrecarregada. Ortiz também era uma excelente opção de saída no lado esquerdo, o que gerava dúvida na marcação. Em termos posicionais na fase defensiva, os dois também encaixaram bem.
Fabrício Bruno chegou ao Flamengo já como um dos principais zagueiros do futebol brasileiro. E encontrou, mais uma vez, um contexto favorável. Um time que tem como identidade o jogo ofensivo, o protagonismo com a bola nos pés. Foram 64 jogos em 2023, 60 como titular. Seja quem fosse o treinador, Fabrício Bruno era a primeira opção na zaga.
Com Tite, talvez, seu protagonismo tenha ficado mais notório. Com Varela mais centralizado, o zagueiro ganhou ainda mais espaço para conduções. Se tornou ainda mais protagonista na primeira fase de construção. E teve em Léo Pereira outro companheiro de zaga excelente. Talvez em um entrosamento ainda maior: foram 77 partidas ao lado do “Karolino”.
O zagueiro sem espaço em Chapecó e rebaixado em Belo Horizonte se tornou protagonista no clube de maior investimento do país. Vai se tornar um dos zagueiros mais caros da história do futebol brasileiro.
O West Ham viu um zagueiro técnico, de excelente saída de jogo, capaz de se adaptar tanto a um jogo de ligação direta quanto a de uma saída mais vertical por baixo. Viu um defensor fisicamente apto a jogar na Premier League. Mas principalmente: um zagueiro que não sente a pressão. Com uma força mental capaz de dar a volta por cima quando se menos espera. De sair de um rebaixamento, de um afastamento, e se tornar referência. De estrear pela seleção em Wembley como se já tivesse feito 50 jogos pela Canarinho. De se tornar um zagueiro de Premier League.
Na vida de um jogador de futebol, nem sempre todos os pilares para o sucesso se encaixam: contexto social, componente tático, preparação física, qualidade técnica e força mental. Se um deles não estiver bem… Se o atleta sofrer com problemas extra-campo, com lesões ou incômodos, se não adquirir a qualidade técnica necessária ou estiver em um período em que não consegue lidar com as adversidades e sucumbe mentalmente… Apenas um desses fatores pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso no esporte de alto rendimento. Ainda com tudo isso, se o atleta não estiver no lugar certo e na hora certa… Mas se juntar tudo e estiver preparado para quando a oportunidade bater na porta, pode chegar longe. Como Fabrício Bruno.
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Vila Nova busca reforo no futebol uruguaio :: ogol.com.br

Na briga pelo acesso para a Série A, o Vila Nova garantiu a chegada de mais um reforço para a sequência da temporada. O uruguaio Alex Silva desembarcou neste sábado no OBA e foi apresentado como nova contratação do time goiano.
O lateral-direito de 31 anos estava atuando no Progreso, clube da primeira divisão uruguaia. Pelo clube, Alex Silva disputou 14 partidas nesta temporada, com seis gols marcados e três assistências.
Esta será a segunda experiência do defensor fora do seu país de origem. Antes de chegar ao Vila Nova, Alex passou por uma temporada no San Martin San Juan, da Argentina. No futebol uruguaio, o lateral soma passagens por Montevideo Wanderers, Peñarol, Racing e Deportivo Maldonado.
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Chape eficiente no ataque e acaba com a invencibilidade do Gois na Serrinha :: ogol.com.br

A Chapecoense segurou o Goiás na defesa e mostrou eficiência nos contragolpes para vencer por 2 a 1. O time catarinense interrompeu a sequência de três derrotas consecutivas na Série B e decretou a primeira derrota do Esmeraldino em casa na temporada.
Com a vitória, a Chape ganhou um respiro na briga contra o rebaixamento e subiu quatro posições, chegando em 12°, com 17 pontos. Já o Goiás perdeu a chance de voltar ao G4, e estacionou em quinto, com 21.
Chape fecha a marcação e surpreende no contragolpe
O Goiás tomou a iniciativa na partida contra a Chapecoense e buscou alternativas desde o início para furar a marcação fechada. Aproveitando o bom retrospecto em casa, o Esmeraldino mostrou intensidade e explorou as jogadas pelas pontas, tentando abrir a defesa adversária.
As melhores tentativas do lado goiano vieram pelo lado direito, com Welliton. O meia buscou boas tramas pela beirada do campo e tentou servir Thiago Galhardo na referência ofensiva. Apesar do volume de jogo e do domínio completo da posse de bola, o Goiás não conseguiu traduzir em lances claros para marcar e acabou sofrendo as consequências.
Armada para contra-atacar, a Chapecoense encaixou sua saída letal já na reta final do primeiro tempo. Aos 40, Marcinho arrancou pela canhota e cruzou na medida para Mário Sérgio desviar de cabeça, colocando o time catarinense em vantagem antes do intervalo.
Centroavante decide novamente
Diferente dos 45 minutos iniciais, a etapa complementar começou com jogadas mais objetivas e chances de gols nos primeiros minutos. Em busca do empate, o Goiás não perdeu tempo e desde cedo pressionou a Chapecoense.
Aos quatro minutos, Welliton achou mais um passe para Thiago Galhardo e deixou o atacante na cara do gol. Com frieza, o camisa 33 do Esmeraldino deu um leve toque para tirar do alcance de Matheus Cavichioli, decretando o empate.
A Chape respondeu ao golpe sofrido e no lance seguinte carimbou o poste de Tadeu com Marlone. Mas, embora a tentativa de voltar à frente dos visitantes, o Goiás continuou crescendo na partida e ensaiou uma virada. Thiago Galhardo ficou com a chance do jogo para o Esmeraldino e perdeu a chance de confirmar a reviravolta.
A Chapecoense estava nas cordas, com o Goiás pressionando por todos os lados, mas novamente a saída em contragolpe e a eficiência do seu centroavante deram a vantagem aos visitantes. Em mais uma assistência de Marcinho, Mário Sérgio voltou a aparecer livre na área e cabeceou sem chances para Tadeu, garantindo a recuperação da Chape.
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Holanda usa a fora area para eliminar a Turquia e sua torcida fantica e seguir na Euro :: ogol.com.br

Como em todos os jogos da fase de quartas de final da Eurocopa, a Holanda também sofreu para arrancar a classificação. Diante da Turquia, fortemente apoiada pelos seus fanáticos torcedores, a seleção holandesa precisou mais uma vez usar a sua força aérea para conquistar uma virada relâmpago na reta final e carimbar o seu passaporte para a semifinal.
Com a vitória por 2 a 1, os comandados de Ronald Koeman avançam na Euro para encarar a Inglaterra, que passou pela Suíça nos pênaltis. As duas seleções duelam na próxima quarta-feira (10), às 16h.
Joia brilha, Turquia para a Holanda e surpreende
A Holanda entrou em campo com o favoritismo ao seu lado, mas a Turquia tinha o entusiasmo das boas atuações e a maioria esmagadora da torcida nas arquibancadas. O cenário se confirmou com a bola rolando, quando os holandeses tomaram a posse de bola, enquanto os turcos eram verticais e objetivos.
Apesar de tomar a iniciativa, a Holanda esbarrou em uma marcação fechada e preparada para neutralizar os principais pontos. Gakpo e Depay até se movimentaram pelo setor ofensivo e não acharam liberdade para trabalhar. Os comandados de Ronald Koeman procuraram outras alternativas para tentar abrir a zaga turca, mas dominaram a posse de bola sem ser efetivos.
O primeiro e único grande arremate dos holandeses veio logo no minuto inicial. Na principal trama, Depay tabelou com Gakpo, invadiu a área brigando com a defesa e mandou por cima.
A Turquia seguiu fiel à sua estratégia e ao ritmo da sua torcida nas arquibancadas foi crescendo na partida. Inicialmente indo ao ataque somente nos contragolpes, a seleção começou a gostar da posse de bola após concretizar a primeira missão de parar o ataque holandês.
Com espaço e com confiança, os turcos foram aumentando o volume ofensivo até que a sua principal joia tirou mais um coelho da cartola e abriu o caminho para surpreender os adversários. Aos 36, Arda Güler descolou cruzamento na medida e achou Akaydin livre no segundo poste, que somente precisou escorar para as redes.
Bola aérea salva e a Holanda evita a zebra
Na volta do intervalo, Koeman colocou Weghorst em campo e deixou clara a sua estratégia: empilhar cruzamentos na área. Se a Holanda encontrava dificuldades para jogar com a bola no chão, o treinador explorou o outro ponto forte da seleção e apostou todas as suas fichas na força aérea.
Desde o primeiro minuto, Weghorst se tornou um incômodo para a defesa turca e brigava por cada bola alçada dentro do seu habitat. Nas tentativas iniciais, o centroavante conseguiu ganhar a primeira batalha pelo alto, mas ninguém aparecia para completar.
A Turquia se assustou com o volume adversário e por alguns momentos perdeu a sua força no contragolpe. Novamente, a seleção precisou da sua joia para voltar a ser ambiciosa no ataque e recuperar sua intensidade ofensiva. Em cobrança de falta, Arda Güler disparou um canhotaço e carimbou o poste de Verbrüggen. Logo em seguida, Yildiz arriscou da entrada da área, o goleiro holandês salvou na primeira e Weghorst evitou que Yilmaz empurrasse para a rede no rebote.
O duplo susto sofrido pela Holanda ligou o sinal de alerta desta vez do lado laranja e recomeçou uma blitz. Com uma postura definida, os holandeses continuaram apostando na bola aérea até encontrar as redes. Aos 25, a defesa turca vacilou pela primeira vez e De Vrij subiu completamente livre, testando com força nas redes para deixar tudo igual.
A Holanda não se contentou com a igualdade e aproveitou a defesa adversária atordoada para emplacar a virada imediata. Apenas cinco minutos depois do empate, Dumfries cruzou no segundo poste e Gakpo dividiu com Murdur, forçando o zagueiro turco a mandar contra a própria meta para assinar a virada.
A Turquia foi dos céus ao inferno em cinco minutos e precisou correr atrás do prejuízo na reta final. Vertical e objetiva, a seleção voltou a criar chances claras, mas desta vez faltou com a sorte.
Aos 39, Celik pegou a sobra e chutou na meta com o goleiro caído, mas Van de Ven salvou em cima da linha. Arda Güler também recebeu sua chance e De Vrij desviou com as costas. A Turquia insistiu, Verbruggen precisou ser milagroso, a Holanda suportou a pressão e impediu o empate. A zebra passeou em Berlin, mas a cor laranja conseguiu afastar o susto.
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