Futebol Geral
De Messi para Dibu: Obrigado, heri! :: ogol.com.br

Durante muitos anos, a Argentina sofreu sem um goleiro de confiança. Nos anos sem títulos. Mas isso ficou para trás quando Dibu Martínez apareceu. Na noite desta quinta-feira, já início de madrugada em Buenos Aires, Dibu viveu mais uma noite de herói, de ídolo. Houston, a Argentina teve um problema. Mas Dibu foi a solução. Os argentinos flertaram com a eliminação, levando o gol de empate, em 1 a 1, do Equador nos acréscimos. Lionel Messi quase virou vilão: tentou de cavadinha e desperdiçou logo a primeira cobrança. Poderia ser, ali, o fim da hisória do camisa 10 com a seleção, já que sua sequência é incerta. Mas La Pulga teve um anjo da guarda: Dibu defendeu duas cobranças equatorianas e foi o herói da classificação para a semifinal da Copa América.
Depois de uma classificação dramática, em outra noite memorável de Dibu, que quase castigou um dos maiores de todos os tempos, a Albiceleste aguarda adversário na semifinal da Copa América, em Nova Jérsei. Venezuela e Canadá decidem quem passa nesta sexta-feira (05).
Equador começa melhor, mas Argentina marca
O Equador começou o duelo com mais intensidade. Enner Valencia confundia a defesa argentina com muita movimentação no último terço. Ganhava quase sempre em corridas diagonais entre os zagueiros. Mas também aparecia bem pelos flancos.
Uma jogada de Enner na canhota acabou deixando Sarmiento na cara do gol. O ponta tentou a finalização rasteira, e Dibu Martínez fez uma defesaça. O ataque seguiu vivo, e Kendry Páez recebeu no meio para finalizar com perigo.
Logo em seguida, mais uma jogada de Valencia, dessa vez entre os zagueiros. O atacante conseguiu mandar na área para Preciado, que conseguiu a conclusão, mas mandou para fora. A Argentina parecia nas cordas.
A Albiceleste só foi começar a tocar a bola com mais qualidade depois dos 20 minutos. E com a qualidade que tem, chegou bem ao ataque aos 27. Alexis MacAllister abriu na direita para Molina, que cruzou para trás e Enzo Fernández mandou cabeçada perigosa.
Parecia um daqueles jogos que Messi estava desconectado. Olhando para o chão, andando de um lado a outro, tentando encontrar os espaços do campo. Sem conseguir. Mas quando se encontrou sozinho no meio, descolou grande passe para Enzo Fernández na frente. O meia do Chelsea, mais uma vez, teve chance de conclusão. E teve o arremate bloqueado. Só que na cobrança de escanteio de Messi, Alexis desviou na primeira trave e Lisandro Martínez, na segunda, cabeceou. Alexander Domínguez tentou evitar o gol, mas a bola já estava dentro quando o goleiro afastou.
Argentina flerta com a eliminação
A Argentina voltou mais cautelosa para o segundo tempo. La Tri ficou mais com a bola, e tentou avançar principalmente pela canhota, com Sarmiento e Hincapié e, também, com Enner aparecendo por aquele lado. Molina ficava na contenção.
O time de Scaloni defendeu bem os primeiros 15 minutos. Mas uma bola parada acabou dando a Enner a chance do empate. Após cobrança de escanteio na área e desvio na primeira trave, a bola pegou no braço de Rodrigo De Paul. O árbitro marcou pênalti. Só que Enner parou na trave na cobrança.
Os equatorianos perderam um pouco de confiança depois do lance. A pressão arrefeceu um pouco. Tanto que Félix Sánchez tentou achar saídas no banco. Minda e Kevin Rodríguez entraram. Não adiantou muito. Yeboah e Ángel Mena entraram para os dez minutos finais.
Houve ainda drama no fim. Houve chute na rede, mas pelo lado de fora, de Caicedo. E já nos acréscimos, Yeboah cruzou da direita e Kevin Rodríguez conseguiu dar uma casquinha de cabeça para empatar o jogo. Quase, quase, Caicedo não virou aos 50, após cruzamento de Minda. Houston, tivemos pênaltis!
Houston, temos pênaltis!
Logo na primeira cobrança, Messi tentou de cavadinha. Como raramente fez na carreira. E perdeu, como poucas vezes antes. Acertou o travessão. Sorte de Messi que Dibu estava lá, mais uma vez, e pegou logo a cobrança de Mena. Em seguida, defendeu o chute de Minda. Impressionante, Dibu!
Depois de Messi, nenhum outro argentino errou. Após Dibu quase pegar o chute de Caicedo, Otamendi, na última cobrança, garantiu a Argentina na semifinal. Messi teve muito o que agradecer a Dibu. Não só ele, mas toda a Argentina abraçou o goleiro. Como um muchas gracias! Que venha, agora, Venezuela ou Canadá!
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Vila Nova busca reforo no futebol uruguaio :: ogol.com.br

Na briga pelo acesso para a Série A, o Vila Nova garantiu a chegada de mais um reforço para a sequência da temporada. O uruguaio Alex Silva desembarcou neste sábado no OBA e foi apresentado como nova contratação do time goiano.
O lateral-direito de 31 anos estava atuando no Progreso, clube da primeira divisão uruguaia. Pelo clube, Alex Silva disputou 14 partidas nesta temporada, com seis gols marcados e três assistências.
Esta será a segunda experiência do defensor fora do seu país de origem. Antes de chegar ao Vila Nova, Alex passou por uma temporada no San Martin San Juan, da Argentina. No futebol uruguaio, o lateral soma passagens por Montevideo Wanderers, Peñarol, Racing e Deportivo Maldonado.
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Chape eficiente no ataque e acaba com a invencibilidade do Gois na Serrinha :: ogol.com.br

A Chapecoense segurou o Goiás na defesa e mostrou eficiência nos contragolpes para vencer por 2 a 1. O time catarinense interrompeu a sequência de três derrotas consecutivas na Série B e decretou a primeira derrota do Esmeraldino em casa na temporada.
Com a vitória, a Chape ganhou um respiro na briga contra o rebaixamento e subiu quatro posições, chegando em 12°, com 17 pontos. Já o Goiás perdeu a chance de voltar ao G4, e estacionou em quinto, com 21.
Chape fecha a marcação e surpreende no contragolpe
O Goiás tomou a iniciativa na partida contra a Chapecoense e buscou alternativas desde o início para furar a marcação fechada. Aproveitando o bom retrospecto em casa, o Esmeraldino mostrou intensidade e explorou as jogadas pelas pontas, tentando abrir a defesa adversária.
As melhores tentativas do lado goiano vieram pelo lado direito, com Welliton. O meia buscou boas tramas pela beirada do campo e tentou servir Thiago Galhardo na referência ofensiva. Apesar do volume de jogo e do domínio completo da posse de bola, o Goiás não conseguiu traduzir em lances claros para marcar e acabou sofrendo as consequências.
Armada para contra-atacar, a Chapecoense encaixou sua saída letal já na reta final do primeiro tempo. Aos 40, Marcinho arrancou pela canhota e cruzou na medida para Mário Sérgio desviar de cabeça, colocando o time catarinense em vantagem antes do intervalo.
Centroavante decide novamente
Diferente dos 45 minutos iniciais, a etapa complementar começou com jogadas mais objetivas e chances de gols nos primeiros minutos. Em busca do empate, o Goiás não perdeu tempo e desde cedo pressionou a Chapecoense.
Aos quatro minutos, Welliton achou mais um passe para Thiago Galhardo e deixou o atacante na cara do gol. Com frieza, o camisa 33 do Esmeraldino deu um leve toque para tirar do alcance de Matheus Cavichioli, decretando o empate.
A Chape respondeu ao golpe sofrido e no lance seguinte carimbou o poste de Tadeu com Marlone. Mas, embora a tentativa de voltar à frente dos visitantes, o Goiás continuou crescendo na partida e ensaiou uma virada. Thiago Galhardo ficou com a chance do jogo para o Esmeraldino e perdeu a chance de confirmar a reviravolta.
A Chapecoense estava nas cordas, com o Goiás pressionando por todos os lados, mas novamente a saída em contragolpe e a eficiência do seu centroavante deram a vantagem aos visitantes. Em mais uma assistência de Marcinho, Mário Sérgio voltou a aparecer livre na área e cabeceou sem chances para Tadeu, garantindo a recuperação da Chape.
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Holanda usa a fora area para eliminar a Turquia e sua torcida fantica e seguir na Euro :: ogol.com.br

Como em todos os jogos da fase de quartas de final da Eurocopa, a Holanda também sofreu para arrancar a classificação. Diante da Turquia, fortemente apoiada pelos seus fanáticos torcedores, a seleção holandesa precisou mais uma vez usar a sua força aérea para conquistar uma virada relâmpago na reta final e carimbar o seu passaporte para a semifinal.
Com a vitória por 2 a 1, os comandados de Ronald Koeman avançam na Euro para encarar a Inglaterra, que passou pela Suíça nos pênaltis. As duas seleções duelam na próxima quarta-feira (10), às 16h.
Joia brilha, Turquia para a Holanda e surpreende
A Holanda entrou em campo com o favoritismo ao seu lado, mas a Turquia tinha o entusiasmo das boas atuações e a maioria esmagadora da torcida nas arquibancadas. O cenário se confirmou com a bola rolando, quando os holandeses tomaram a posse de bola, enquanto os turcos eram verticais e objetivos.
Apesar de tomar a iniciativa, a Holanda esbarrou em uma marcação fechada e preparada para neutralizar os principais pontos. Gakpo e Depay até se movimentaram pelo setor ofensivo e não acharam liberdade para trabalhar. Os comandados de Ronald Koeman procuraram outras alternativas para tentar abrir a zaga turca, mas dominaram a posse de bola sem ser efetivos.
O primeiro e único grande arremate dos holandeses veio logo no minuto inicial. Na principal trama, Depay tabelou com Gakpo, invadiu a área brigando com a defesa e mandou por cima.
A Turquia seguiu fiel à sua estratégia e ao ritmo da sua torcida nas arquibancadas foi crescendo na partida. Inicialmente indo ao ataque somente nos contragolpes, a seleção começou a gostar da posse de bola após concretizar a primeira missão de parar o ataque holandês.
Com espaço e com confiança, os turcos foram aumentando o volume ofensivo até que a sua principal joia tirou mais um coelho da cartola e abriu o caminho para surpreender os adversários. Aos 36, Arda Güler descolou cruzamento na medida e achou Akaydin livre no segundo poste, que somente precisou escorar para as redes.
Bola aérea salva e a Holanda evita a zebra
Na volta do intervalo, Koeman colocou Weghorst em campo e deixou clara a sua estratégia: empilhar cruzamentos na área. Se a Holanda encontrava dificuldades para jogar com a bola no chão, o treinador explorou o outro ponto forte da seleção e apostou todas as suas fichas na força aérea.
Desde o primeiro minuto, Weghorst se tornou um incômodo para a defesa turca e brigava por cada bola alçada dentro do seu habitat. Nas tentativas iniciais, o centroavante conseguiu ganhar a primeira batalha pelo alto, mas ninguém aparecia para completar.
A Turquia se assustou com o volume adversário e por alguns momentos perdeu a sua força no contragolpe. Novamente, a seleção precisou da sua joia para voltar a ser ambiciosa no ataque e recuperar sua intensidade ofensiva. Em cobrança de falta, Arda Güler disparou um canhotaço e carimbou o poste de Verbrüggen. Logo em seguida, Yildiz arriscou da entrada da área, o goleiro holandês salvou na primeira e Weghorst evitou que Yilmaz empurrasse para a rede no rebote.
O duplo susto sofrido pela Holanda ligou o sinal de alerta desta vez do lado laranja e recomeçou uma blitz. Com uma postura definida, os holandeses continuaram apostando na bola aérea até encontrar as redes. Aos 25, a defesa turca vacilou pela primeira vez e De Vrij subiu completamente livre, testando com força nas redes para deixar tudo igual.
A Holanda não se contentou com a igualdade e aproveitou a defesa adversária atordoada para emplacar a virada imediata. Apenas cinco minutos depois do empate, Dumfries cruzou no segundo poste e Gakpo dividiu com Murdur, forçando o zagueiro turco a mandar contra a própria meta para assinar a virada.
A Turquia foi dos céus ao inferno em cinco minutos e precisou correr atrás do prejuízo na reta final. Vertical e objetiva, a seleção voltou a criar chances claras, mas desta vez faltou com a sorte.
Aos 39, Celik pegou a sobra e chutou na meta com o goleiro caído, mas Van de Ven salvou em cima da linha. Arda Güler também recebeu sua chance e De Vrij desviou com as costas. A Turquia insistiu, Verbruggen precisou ser milagroso, a Holanda suportou a pressão e impediu o empate. A zebra passeou em Berlin, mas a cor laranja conseguiu afastar o susto.
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