Futebol Geral
De olho em Paris, Arthur Elias mantm identidade e valorizaataque :: ogol.com.br

“Vamos em busca da medalha”. “Acredito muito nessas atletas”. “Nossa seleção vai conseguir mostrar um futebol competitivo”. Essas afirmações poderiam ser ditas por qualquer torcedor mais otimista da seleção brasileira, seja ela feminina ou masculina. No entanto, elas foram reproduzidas pelo técnico Arthur Elias, durante a coletiva de convocação para os Jogos Olímpicos de Paris, nesta terça-feira (02), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ao todo, 18 jogadoras foram chamadas para representar a camisa canarinha. A lista não deixou de ter surpresas, seja por nomes não tão cotados que foram chamados, como Kerolin, ou ausências, a exemplo de Cristiane e Debinha.
Com apenas dez meses sob o comando da seleção brasileira, Arthur Elias seguiu um dos seus principais objetivos: testar o máximo possível de jogadoras. Entre amistosos e torneios, 51 atletas integraram a lista do treinador, sendo 18 atacantes. O setor ofensivo, inclusive, segue como o mais valorizado pelo comandante, que na lista final, optou por sete atacantes.
Um é pouco, dois é bom, três é demais…e sete?
A valorização do setor ofensivo sempre foi uma marca de Arthur Elias, ainda no Corinthians, por onde foi multicampeão. Em campo, um time propositivo, comandando as principais jogadas e marcando (muitos) gols são características que o treinador espera ver nos pés de Adriana (Orlando Pride), Gabi Portilho (Corinthians), Gabi Nunes (Levante), Jheniffer (Corinthians), Kerolin (North Carolina), Ludmilla (sem clube) e Marta (Orlando Pride). O argumento foi confirmado durante a coletiva de imprensa, após convocação.
“Por decisão da comissão, pelo perfil do nosso trabalho e do futebol hoje em dia, convoco um número maior de atacantes, porque é onde exige um número maior de substituições, onde se desgasta mais normalmente e se precisa ter atletas que não estejam tão desgastadas nesse momento decisivo do jogo em que vamos procurar ser uma equipe equilibrada e definir os jogos, colocando a bola na rede”, explicou o técnico.
Todos estes nomes já vestiram a camisa verde e amarela. Adriana, Kerolin, Gabi Nunes e Marta – inclusive – estiveram na última Copa do Mundo, quando o Brasil fez uma campanha vexatória e foi eliminado ainda na primeira fase para a Jamaica. Ludmila também é um nome conhecido. Ela esteve nos últimos jogos olímpicos, em 2021 e no mundial de 2019. Gabi Portilho e Jheniffer, por outro lado, estão estreando nos Jogos Olímpicos. E se a Rainha Marta, poderá refazer sua “last dance” – contrapondo o resultado no último mundial, Cristiane não terá a mesma história.
Fora de campo: Cristiane e Debinha
Apesar de não ter anunciado sua aposentadoria dos gramados ou da seleção brasileira, Cristiane pode ter tido sua última chance em disputar uma grande competição representando o Brasil. Aos 39 anos, a atacante esteve presente nas convocações prévias de Arthur Elias, mas não vai para Paris, frustrando as expectativas da jogadora do Flamengo. Depois de ter pedido espaço na Era Pia e levar o debate sobre sua posição dentro da equipe para as redes sociais, Cris foi chamada de volta em 2023, quando Arthur Elias assumiu. Mas a artilheira não completa o ciclo olímpico.
Caso o número de jogadoras fosse superior, Cristiane, certamente, teria um lugar reservado. A justificativa foi novamente apresentada pelo treinador após a convocação.
“A Cris foi bem nos jogos que teve oportunidade na seleção. Precisamos olhar pelo lado positivo de ver a Cris bem no seu clube, sendo artilheira do Campeonato Brasileiro mais uma vez, tendo oportunidade de estar na seleção brasileira com o nosso grupo. Porque esse é o grupo que vai para as Olimpíadas, mas elas representam o trabalho de todas as jogadoras. O fato de a Cristiane, com 39 anos, estar jogando no alto nível e estar nessa briga com grandes jogadoras até o final mostra sua grandeza”, comentou Arthur Elias.
Debinha, apesar de ser atacante importante na Era Pia, sofreu uma lesão muscular na coxa, ficando de fora da She Believes Cup. Desde então, a camisa 9 foi perdendo espaço – de forma gradativa – na seleção, até chegar no momento da lista final, quando não foi relacionada.
Kerolin, uma aposta
Contrapondo este subtítulo, Kerolin é um nome carimbado na seleção brasileira e pelos seus feitos, está longe de ser uma desconhecida neste time. A jogadora do North Carolina Courage foi eleita, em 2023, “most valuable player” (jogadora mais valiosa) da NWSL, a Liga Americana de Futebol Feminino. No entanto, neste momento, a jogadora está sem jogar desde outubro do ano passado, quando sofreu uma ruptura no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho direito. O que a faz ser, no final das contas, uma aposta para os jogos de Paris. Para ter certeza do que estava fazendo, Artur Elias chegou a visitar a atleta para avalia-la nos treinamentos.
“Ela já está treinando normalmente com o grupo, fazendo tudo o que as outras atletas estão fazendo. Nessas condições, está liberada para fazer toda a carga de treinos junto da seleção”, detalhou Arthur Elias.
Rumo à França
A seleção brasileira feminina começa sua preparação a partir desta quarta-feira (04), na Granja Comary, em Teresópolis, e além das 18 convocadas, Arthur Elias chamou outras jogadoras para ajudar a equipe durante os treinamentos: goleira Natasha (Palmeiras), defensoras Mariza (Corinthians) e Vitória Calhau (Cruzeiro), meias Laís Estevam (Palmeiras) e Letícia Monteiro (Internacional) e a Amanda Gutierres (Palmeiras). Depois, o Brasil vai até Bordeaux, local da estreia brasileira contra a Nigéria e que também servirá de base para a delegação brasileira durante as Olimpíadas. A viagem da delegação brasileira está marcada para o dia 17 de julho.
O Brasil estreia diante da Nigéria, em 25 de julho, no Estádio Matmut Atlantique, em Bordeaux. O segundo jogo será em 28 de julho, no Parc des Princes, em Paris, contra o Japão. Por último, a seleção brasileira encara a Espanha, atual campeã mundial, em 31 de julho, novamente em Bordeaux.
Futebol Geral
Vila Nova busca reforo no futebol uruguaio :: ogol.com.br

Na briga pelo acesso para a Série A, o Vila Nova garantiu a chegada de mais um reforço para a sequência da temporada. O uruguaio Alex Silva desembarcou neste sábado no OBA e foi apresentado como nova contratação do time goiano.
O lateral-direito de 31 anos estava atuando no Progreso, clube da primeira divisão uruguaia. Pelo clube, Alex Silva disputou 14 partidas nesta temporada, com seis gols marcados e três assistências.
Esta será a segunda experiência do defensor fora do seu país de origem. Antes de chegar ao Vila Nova, Alex passou por uma temporada no San Martin San Juan, da Argentina. No futebol uruguaio, o lateral soma passagens por Montevideo Wanderers, Peñarol, Racing e Deportivo Maldonado.
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Chape eficiente no ataque e acaba com a invencibilidade do Gois na Serrinha :: ogol.com.br

A Chapecoense segurou o Goiás na defesa e mostrou eficiência nos contragolpes para vencer por 2 a 1. O time catarinense interrompeu a sequência de três derrotas consecutivas na Série B e decretou a primeira derrota do Esmeraldino em casa na temporada.
Com a vitória, a Chape ganhou um respiro na briga contra o rebaixamento e subiu quatro posições, chegando em 12°, com 17 pontos. Já o Goiás perdeu a chance de voltar ao G4, e estacionou em quinto, com 21.
Chape fecha a marcação e surpreende no contragolpe
O Goiás tomou a iniciativa na partida contra a Chapecoense e buscou alternativas desde o início para furar a marcação fechada. Aproveitando o bom retrospecto em casa, o Esmeraldino mostrou intensidade e explorou as jogadas pelas pontas, tentando abrir a defesa adversária.
As melhores tentativas do lado goiano vieram pelo lado direito, com Welliton. O meia buscou boas tramas pela beirada do campo e tentou servir Thiago Galhardo na referência ofensiva. Apesar do volume de jogo e do domínio completo da posse de bola, o Goiás não conseguiu traduzir em lances claros para marcar e acabou sofrendo as consequências.
Armada para contra-atacar, a Chapecoense encaixou sua saída letal já na reta final do primeiro tempo. Aos 40, Marcinho arrancou pela canhota e cruzou na medida para Mário Sérgio desviar de cabeça, colocando o time catarinense em vantagem antes do intervalo.
Centroavante decide novamente
Diferente dos 45 minutos iniciais, a etapa complementar começou com jogadas mais objetivas e chances de gols nos primeiros minutos. Em busca do empate, o Goiás não perdeu tempo e desde cedo pressionou a Chapecoense.
Aos quatro minutos, Welliton achou mais um passe para Thiago Galhardo e deixou o atacante na cara do gol. Com frieza, o camisa 33 do Esmeraldino deu um leve toque para tirar do alcance de Matheus Cavichioli, decretando o empate.
A Chape respondeu ao golpe sofrido e no lance seguinte carimbou o poste de Tadeu com Marlone. Mas, embora a tentativa de voltar à frente dos visitantes, o Goiás continuou crescendo na partida e ensaiou uma virada. Thiago Galhardo ficou com a chance do jogo para o Esmeraldino e perdeu a chance de confirmar a reviravolta.
A Chapecoense estava nas cordas, com o Goiás pressionando por todos os lados, mas novamente a saída em contragolpe e a eficiência do seu centroavante deram a vantagem aos visitantes. Em mais uma assistência de Marcinho, Mário Sérgio voltou a aparecer livre na área e cabeceou sem chances para Tadeu, garantindo a recuperação da Chape.
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Holanda usa a fora area para eliminar a Turquia e sua torcida fantica e seguir na Euro :: ogol.com.br

Como em todos os jogos da fase de quartas de final da Eurocopa, a Holanda também sofreu para arrancar a classificação. Diante da Turquia, fortemente apoiada pelos seus fanáticos torcedores, a seleção holandesa precisou mais uma vez usar a sua força aérea para conquistar uma virada relâmpago na reta final e carimbar o seu passaporte para a semifinal.
Com a vitória por 2 a 1, os comandados de Ronald Koeman avançam na Euro para encarar a Inglaterra, que passou pela Suíça nos pênaltis. As duas seleções duelam na próxima quarta-feira (10), às 16h.
Joia brilha, Turquia para a Holanda e surpreende
A Holanda entrou em campo com o favoritismo ao seu lado, mas a Turquia tinha o entusiasmo das boas atuações e a maioria esmagadora da torcida nas arquibancadas. O cenário se confirmou com a bola rolando, quando os holandeses tomaram a posse de bola, enquanto os turcos eram verticais e objetivos.
Apesar de tomar a iniciativa, a Holanda esbarrou em uma marcação fechada e preparada para neutralizar os principais pontos. Gakpo e Depay até se movimentaram pelo setor ofensivo e não acharam liberdade para trabalhar. Os comandados de Ronald Koeman procuraram outras alternativas para tentar abrir a zaga turca, mas dominaram a posse de bola sem ser efetivos.
O primeiro e único grande arremate dos holandeses veio logo no minuto inicial. Na principal trama, Depay tabelou com Gakpo, invadiu a área brigando com a defesa e mandou por cima.
A Turquia seguiu fiel à sua estratégia e ao ritmo da sua torcida nas arquibancadas foi crescendo na partida. Inicialmente indo ao ataque somente nos contragolpes, a seleção começou a gostar da posse de bola após concretizar a primeira missão de parar o ataque holandês.
Com espaço e com confiança, os turcos foram aumentando o volume ofensivo até que a sua principal joia tirou mais um coelho da cartola e abriu o caminho para surpreender os adversários. Aos 36, Arda Güler descolou cruzamento na medida e achou Akaydin livre no segundo poste, que somente precisou escorar para as redes.
Bola aérea salva e a Holanda evita a zebra
Na volta do intervalo, Koeman colocou Weghorst em campo e deixou clara a sua estratégia: empilhar cruzamentos na área. Se a Holanda encontrava dificuldades para jogar com a bola no chão, o treinador explorou o outro ponto forte da seleção e apostou todas as suas fichas na força aérea.
Desde o primeiro minuto, Weghorst se tornou um incômodo para a defesa turca e brigava por cada bola alçada dentro do seu habitat. Nas tentativas iniciais, o centroavante conseguiu ganhar a primeira batalha pelo alto, mas ninguém aparecia para completar.
A Turquia se assustou com o volume adversário e por alguns momentos perdeu a sua força no contragolpe. Novamente, a seleção precisou da sua joia para voltar a ser ambiciosa no ataque e recuperar sua intensidade ofensiva. Em cobrança de falta, Arda Güler disparou um canhotaço e carimbou o poste de Verbrüggen. Logo em seguida, Yildiz arriscou da entrada da área, o goleiro holandês salvou na primeira e Weghorst evitou que Yilmaz empurrasse para a rede no rebote.
O duplo susto sofrido pela Holanda ligou o sinal de alerta desta vez do lado laranja e recomeçou uma blitz. Com uma postura definida, os holandeses continuaram apostando na bola aérea até encontrar as redes. Aos 25, a defesa turca vacilou pela primeira vez e De Vrij subiu completamente livre, testando com força nas redes para deixar tudo igual.
A Holanda não se contentou com a igualdade e aproveitou a defesa adversária atordoada para emplacar a virada imediata. Apenas cinco minutos depois do empate, Dumfries cruzou no segundo poste e Gakpo dividiu com Murdur, forçando o zagueiro turco a mandar contra a própria meta para assinar a virada.
A Turquia foi dos céus ao inferno em cinco minutos e precisou correr atrás do prejuízo na reta final. Vertical e objetiva, a seleção voltou a criar chances claras, mas desta vez faltou com a sorte.
Aos 39, Celik pegou a sobra e chutou na meta com o goleiro caído, mas Van de Ven salvou em cima da linha. Arda Güler também recebeu sua chance e De Vrij desviou com as costas. A Turquia insistiu, Verbruggen precisou ser milagroso, a Holanda suportou a pressão e impediu o empate. A zebra passeou em Berlin, mas a cor laranja conseguiu afastar o susto.
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